Anos Incríveis


Desde que me entendo por gente gosto de escrever, inventar o que fazer.
Lembro-me de pequenina, quando ainda nem sabia que b+a era ba, brincar com a máquina de escrever da minha mãe. Fingia que escrevia algo, gravava a minha “grande história” na cabeça e fingia contar para as bonecas.
Bonecas e bonecos, sim sim eu assumo, gostava de carrinhos e bonecos de meninos.
Criava histórias e nomes para os meus personagens, havia sempre vilões, heróis, donzelas indefesas e muita ação, com efeitos especiais e tudo… apagava a luz para a sirene da ambulância ter mais destaque, prendia barbante de um lado a outro do quarto para que os heróis viessem salvar suas amadas descendo em tirolesas… e com um pianinho do lado para dar o fundo musical de suspense (não tocava nada na verdade, apertava um tecla ou outra, mas o que importava era o som hehe) tinha todo o ambiente para começar a brincadeira.
Criava minhas brincadeiras. Criava meus brinquedos. Criava minhas histórias. Criava até minha música. (acabo de perceber que eu não era muito normal, hehe, mas continuando…)
Bons tempos aqueles.

Fui crescendo e o tom das histórias também, o heróico ficou romântico e a ação deu lugar a emoção.
Tudo era motivo para criar histórias.
O final do capítulo de uma novela, um filme em que o final poderia ser outro, paixões de amigos ou até mesmo um papo no meio da rua, TUDO! Tudo era motivo para eu subir a escada da minha beliche (é eu perdi no par ou ímpar e tive que dormir em cima), pegar meu lápis e meu caderninho e começar a escrever páginas e páginas de história (pegava essas idéias apenas como gancho para as histórias, não era na verdade a vida de ninguém, podem ficar tranquilos).
Houve uma época que as inspirações me vinham em sonhos, acordava e rapidamente escrevia a idéia da história antes que a esquecesse. Motivo para algumas vezes chegar meio atrasada no colégio, mas nada que me atrapalhasse de estar às 07:00 da manhã em Quintino (era uma correria depois, mas valia a pena!).

Mas como na vida tudo passa, essa minha fase também passou… e parei de escrever.
A maior parte dessas coisas joguei fora, guardei quase nada (uma pena, serviria para dar pelo menos umas belas gargalhadas).
As poucas pessoas (olha que são poucas mesmo) que sabem que gosto de escrever já me perguntaram, mas vc não escreve sobre a própria vida, de você mesma? A resposta é não, mas confesso que em alguns personagem ou frases tem algo meu sim, fica difícil não ter, mas é mais ficção do que realidade.

A dois dias retomei essa minha paixão por escrever, ainda não sei se vou mostrar a alguém ou até mesmo se não é apenas fogo-de-palha, mas me sinto novamente com 9 anos escrevendo histórias de perseguição para meus carrinhos e isso é muuuito gostoso. Vamos ver no que vai dar.

Abraços. 😀

Quem nunca conheceu uma Carol?


Quem nunca conheceu uma Carol? Nome comum né?

Mamãe e papai escolhem com tanto carinho e amor, nomes bonitos como Caroline, Carolina, Karoline, Ana Carolina e tantos outros e no fim todas viramos Carol.

Não tem jeito, no início vc até tenta corrigir um ou outro:
– Fulano, não é com “a” não, é com “e” no final.
– Siclano, não é com “k” não, é com “c” mesmo.
– Não não, é com um “l” só.

É, mas não adianta, todo mundo vai errando, você começa a deixar pra lá e assume de vez a Carol que está dentro de você!

E quando parece que acabou vai só piorando…

Você começa a passar pela fase dos diminutivos:  Carolzinha
Pela fase dos elogios associados ao seu nome: Super-Carol
Pela fase “repetições monossilábica”: Ca-Ca ou Ka-Ka
Fase história brasileira: Carlota ou a forma completa Carlota Joaquina
Fase trocadilhos do trabalho: Q-roll (uma ferramenta de análise do software que dou suporte) a pronúncia é parecida com Carol.
Fase de grandes descobertas na vida profissional: Carolinux ou CarolTux (Tio Bill que me perdoe)
Fase em que vc volta a ser criança com tanto carinho e mimo de alguns amigos: Carolzita (Esse é especial. Obrigada Julia!)
Fase internacional: Pronunciando Carol e Caroline em inglês ou francês (nome muito comum principalmente na França)
Fase em que te zoam por descobrirem pessoas famosas que tem o mesmo nome que o seu mais não o usam: O polonês Karol Wojtyla (mais conhecido como João Paulo II) ou a atriz Kirsten Caroline Dunst (ou simplesmente Kirsten Dunst, a Mary Jane do filme do Homem-Aranha)

Ufa! Acho que acabou… bem, até o momento que escrevi este post.
Daqui a pouco alguém arruma outro jeito de me chamar, na verdade eu até gosto.

“Podem me chamar do que quiser, contanto que me chamem!”

Abraços.

Edit: Mais dois para a lista.
Carola e Carolix -> Criada pelo Maurício (@mauricio_eves)
Lololl -> Essa já é meio antiga mas eu havia esquecido… hehe Tem uma galera do trabalho que me chama assim.

Obs.: Se eu fosse criar uma distribuição Linux colocaria Carolix, gostei dessa. hehe