Meus olhos, seus olhos

Sou taxado pelo que demonstro
Não pelo que já fiz
Pela expressão que tenho no milésimo de segundo em que me vê
Não pelo que já fui
Pelo que digo ou a forma como digo
E não pelo que já falei
Analisam-me como se eu fosse translúcido
Como se a sinopse da minha vida estivesse ali para todos
Um livro aberto para qualquer um folhear
Ou quem sabe apenas poucas palavras numa faixa
Colada bem no meio da minha testa
Dizendo a todos quem realmente sou
Aliás, quem sou?
Você sabe?
Duvido muito…
Se me vê chorar, diz que sou fraca
Se me vê sorrir, diz que não levo a vida a sério
Se me vê gritar, diz que sou louca
Se me vê gargalhar, diz q sou boba
Se me vê séria, diz que não curto a vida
Se conto meus segredos, quer me corrigir
Se não falo nada, quer que eu compartilhe
Se digo que amo o mundo, sou romântica demais
Se não acredito na salvação do homem, sou pessimista
Se acredito em Deus, diz que me escondo
Se não acredito, diz que sou pedante
O que serei eu?
Mais um em meio a multidão?
Ou alguém que faz a diferença?
Descrevo-me apenas pelos olhos dos que me veem?
Ou vejo pelo reflexo dos seus olhos quem realmente sou?

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